Pular para o conteúdo principal

Síndrome Pós-COVID: Dores musculares e perda de massa muscular


Dores musculares, principalmente nas costas e panturrilhas, são frequentes em pacientes infectados pelo COVID-19. A intensidade destas dores pode variar de leve até muito forte, assemelhando-se àquela da dengue em cerca de 20% dos casos.

Não sei se você teve dengue, mas eu tive! E agora, com o COVID-19, senti dores exatamente iguais...

Em casos mais raros, pode ocorrer miosite: lesão muscular, com liberação de substâncias que podem afetar a função renal, chamada rabdomiólise.

Alguns pacientes relatam que as dores musculares permanecem por semanas, impedindo o retorno à prática de atividade física.

A perda de massa muscular acomete praticamente todas as pessoas infectadas pelo COVID-19. Além da inatividade física, necessária para recuperação durante o quadro de infecção, a reação inflamatória ao vírus e a agressão direta do vírus ao músculo podem contribuir para a perda de massa muscular. .

Estratégias nutricionais e de treinamento físico INDIVIDUALIZADAS são necessárias para que o indivíduo possa recuperar a massa muscular e sua funcionalidade.

Você teve COVID-19? Sentiu dores musculares? Perdeu massa muscular?

Compartilhe esse post com seus amigos e familiares que foram infectados pelo COVID-19.

Postagens mais visitadas deste blog

Por que fisioculturistas morrem cedo?

Neste final de semana aconteceu a maior competição do fisiculturismo mundial: Mr. Olympia. Dias antes do início da competição, um dos principais competidores, George "Da Bull" Peterson, 37 anos de idade, foi encontrado morto no hotel. Infelizmente, as mortes de fisiculturistas têm sido cada vez mais frequentes. A causa da morte ainda não foi divulgada. Mas uma morte de atleta sempre nos faz pensar sobre possíveis causas. O fato de a morte ter acontecido próxima à competição sugere que a desidratação e distúrbios de eletrólitos (como o potássio) podem ter sido a causa. Para os músculos ficarem mais aparentes, é muito comum que estes atletas desidratem absurdamente no período pré-competição. Muitos deles usam diuréticos e isso acaba gerando perdas enormes de água e potássio, facilitando a ocorrência de arritmias e morte. Vale lembrar que o uso de esteróides anabolizantes é frequente nos atletas de fisiculturismo e não podemos descartar infarto, tromboembolismo pulmonar e insufi...

Modulação Hormonal

A modulação hormonal tem sido apresentada como a “fonte da juventude”! A grande solução anti-envelhecimento! Quem não gostaria de um corpo jovem, forte, cheio de disposição? A verdade é que os esteróides anabolizantes foram sintetizados para tratar doenças (carência destes hormônios) e não com fins estéticos. Existe acompanhamento médico? Existe! Mas infelizmente os acompanhamentos que normalmente são realizados não detectam as lesões cardíacas iniciais, e potencialmente tratáveis, causadas pelos esteróides. Técnicas avançadas de ecocardiografia foram descritas há apenas 3-4 anos e quando utilizadas corretamente e em conjunto com exames funcionais permitem a detecção precoce destas lesões. Eu tenho certeza que você que é médico e trabalha com modulação hormonal solicita um monte de exames laboratoriais laboratoriais para acompanhar a função hepática, o lipidograma e outras alterações já conhecidas que ocorrem pelo uso de anabolizantes. Mas o que você tem feito perlo coração e vasos de ...

Corações de atletas não são todos iguais

Você sabia que o tipo, a quantidade e a intensidade do seu treinamento físico alteram a estrutura e o funcionamento do seu coração? Calma! Não estou falando que o treinamento é ruim para a saúde do coração. Pelo contrário, o treinamento físico realizado com orientação correta é extremamente benéfico para a saúde do seu coração e de outros órgãos. O que estou explicando é que o coração se adapta ao treinamento. E cada modelo treinamento vai gerar um tipo de adaptação. Por exemplo: o coração de um ciclista é bem diferente do coração de um halterofilista! Este é um dos motivos pelos quais quem trabalha com atletas e esportistas precisa conhecer a fundo as modalidades esportivas e seus aspectos médicos. Isso não se aprende na formação clássica do cardiologista. Por isso, há mais de 20 anos me dedico ao estudo da cardiologia do esporte. Quando atendo um esportista ou atleta é de extrema importância que eu saiba detalhes sobre seu treinamento. Assim, posso analisar se as alterações encontrad...