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Exercícios físicos e doença renal

Recentemente atendi uma paciente com doença renal crônica, dependente de hemodiálise. Uma de suas queixas era cansaço e ganho de peso. Quando perguntei sobre sua prática de exercícios a resposta foi direta: "Não consigo fazer nada". É verdade que a doença renal crônica acaba restringindo bastante a possibilidade de prática regular de exercícios. Mas são tantos benefícios que a prática de exercícios pode trazer, que barreiras como fraqueza muscular, falta de tempo e limites à ingestão de líquidos podem e DEVEM ser superadas. Uma boa forma de se manter fisicamente ativo(a) mesmo tendo que fazer hemodiálise é se exercitar durante a hemodiálise. Diversos estudos mostram benefícios deste tipo de treinamento: melhora da capacidade física, melhora da qualidade de vida, melhor controle da pressão arterial e melhora da função autonômica. Vale lembrar que a prática de exercícios também é benéfica nos dias em que não se realiza hemodiálise. É claro que a orientação do treinamento de pac...

Tenho um stent no coração, e agora?

Vamos falar sobre stents? A doença arterial coronariana ocorre pela formação de placas de gordura nas artérias do coração (coronárias). A ruptura destas placas, com obstrução total do vaso, leverá à ocorrência de infarto. Seja quando ocorre o infarto, ou quando detectamos estas placas antes do infarto, muitas vezes o tratamento proposto é a angioplastia com implante de um stent. Um stent parece uma pequena mola que é colocada no vaso que estava com entupimento. Esse procedimento (angioplastia) é realizado através de cateterismo e abre o vaso. Após o implante do stent são indicados medicamentos próprios para evitar que ele se feche. É natural que depois de um procedimento no coração, mesmo sem ser feita uma cirurgia cardíaca, o paciente se sinta inseguro para retornar à prática de exercícios físicos. Mas devemos lembrar que a prática regular de exercícios faz parte do tratamento de pacientes com doença coronariana. Dependendo do grau de acometimento cardíaco, o indivídio poderá precisar...

Como você tem cuidado do seu coração?

O número de pessoas que morrem por doenças cardiovasculares está aumentando constantemente e estas foram a causa de um terço de todas as mortes no mundo em 2019, de acordo com uma artigo publicado hoje na principal revista científica cardiológica do mundo (JACC). Os autores estudaram as tendências das doenças cardiovasculares nos últimos 30 anos e destacam a necessidade urgente programas de saúde pública com boa relação custo-benefício, com o objetivo de reduzir o risco cardiovascular por meio de mudanças no estilo de vida. Mesmo considerando o grande aumento da população mundial nos últimos 30 anos, o aumento dos casos de doenças cardiovasculares e de mortes por elas é significativo. Não podemos esquecer do impacto sobre a qualidade de vida das pessoas acometidas por doenças cardiovasculares. Após ler uma notícia tão séria, fica a minha pergunta para você: o que você tem feito para cuidar do seu coração? Compartilhe co m aquele seu amigo ou familiar que todo ano promete que vai se cui...

Fadiga, palpitações, dores musculares... Isso pode ser LONG COVID

Cerca de 68% das pessoas que tiveram infecção pelo COVID-19 permanecem com algum sintoma após 30-60 dias do início do quadro clínico. Sintomas como fadiga, dores musculares, palpitações, tonteiras e formigamentos tem sido descritos. Muitos destes pacientes estão sofrendo não só pelos sintomas, mas também porque seus familiares e amigos não acreditam na possibilidade de quadro tão prolongado. Ainda faltam estudos para que possamos entender os motivos da manutenção dos sintomas e, principalmente, qual seria o tratamento efetivo para estes pacientes. Mas a maioria dos pesquisadores concorda que uma boa opção de tratamento é a prática bem orientada de exercícios físicos. Estamos realizando estudos científicos onde testaremos os benefícios de tratamento medicamentoso específico para estes pacientes. Se você conhece alguém que teve COVID-19 e não se recuperou completamente, acredite nos sintomas e ofereça suporte. Não é fácil ter uma doença que as pessoas questionam o tempo todo. Compartilhe...

Treinamento físico após COVID

O coração é um alvo frequente nas infecções pelo COVID-19. Arritmias, infarto, infecção do músculo cardíaco e inflamação do pericárdio são alguns dos achados em pessoas até 2-3 meses após a infecção pelo COVID-19. É importante lembrar que estas alterações não são encontradas apenas em pacientes que tiveram quadros gravíssimos de infecção pelo COVID. Na verdade, pacientes assintomáticos também podem ter acometimento cardíaco pelo COVID. Ciente do risco da prática de exercícios e esportes em pacientes com acometimento cardíaco pelo COVID, foi recentemente publicado um posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia ( @sbc.cardiol  ) para orientar o retorno aos treinos após a infecção. O documento é longo e analisa os casos e as necessidades de exames complementares detalhadamente. Mas independente do caso, a indicação é clara: TODOS OS INDIVÍDUOS RECUPERADOS DA INFECÇÃO PELO COVID DEVERÃO PASSAR POR AVALIAÇÃO CARDIOLÓGICA ANTES DE SEREM LIBERADOS PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS OU...

O perigo do uso de anabolizantes para o seu coração

Nos últimos anos, eu e o  @drjoaogiffoni  temos avançado muito nos estudos a respeito dos danos cardíacos causados pelo uso de anabolizantes. Neste final de semana tivemos a oportunidade de apresentar parte destes resultados no Congresso Brasileiro de Cardiologia ( @sbc.cardiol ). Neste estudo comprovamos que anabolizantes são tóxicos ao coração e que o uso de técnicas avançadas de ecocardiografia permitiu a identificação de lesões cardíacas em usuários de anabolizantes. Vale ressaltar que estas lesões não seriam encontradas se tivéssemos utilizado apenas o ecocardiograma convencional. O verão está chegando e este é o principal período em que as pessoas buscam soluções mágicas para ficarem com o corpo desejado. Lembrem-se que o uso de anabolizantes não é isento de risco e que muitas das alterações cardíacas pelos anabolizantes são irreversíveis! Já fez uso de anabolizantes e ficou preocupado(a) com a possibilidade de dano cardíaco? Me manda um direct! Compartilhe este post com...

Atividade física ajuda a prevenir e melhora a resposta à quimioterapia em pacientes com câncer de mama

Outubro está acabando, mas não podemos deixar de nos prevenir contra o câncer de mama! O câncer de mama é um dos mais comuns. Em 2016, foram mais de 57 mil novos casos no Brasil! A doença, quando detectada precocemente tem 90% de chance de cura! Por isso, sociedades médicas e organizações internacionais indicam como ideal a realização anual da mamografia a partir dos 40 anos de idade. Mesmo com tantas chances de cura, a possibilidade de diagnóstico aterroriza muitas mulheres. O medo do diagnóstico acaba fazendo com que muitas mulheres deixem a mamografia de lado, só recebendo diagnóstico tardio, quando as chances de cura tornam-se muito menores. O que muitas pessoas não sabem é que, quando o assunto é câncer de mama, a atividade física regular é uma grande aliada das mulheres! A atividade física regular reduz a chance de câncer de mama em 10 a 20%! E não é só isso, mulheres fisicamente ativas antes e após o diagnóstico de câncer de mama têm menos chance de recidivas e de morte pelo...